A Freira - 2018 Os flmes de terror ditos modernos tem sido o grande arrecadador de bilheteria nos últimos anos. Invocação do Mal, que originou uma série de spin - offs que se ligam com a história a história principal. Os dois filmes de Annabelle estão aí para comprovar que talvez não tenha sido uma boa idéia, cinematograficamente. Eis que a Warner resolve lançar A Freira, um longa totalmente dedicado ao personagem que provavelmente mais assusta nos filmes originais. Já escaldados pelo que aconteceu com os filmes da boneca amaldiçoada, contrataram uma equipe mais profissional para comandar esta produção. Corin Hardy foi contratado para dirigir, baseado em seu trabalho em "A Maldição da Floresta". Aparentemente, esta seria a receita ideal para o sucesso. A intenção era criar um novo hit de terror que arrastasse multidões para os cinemas. Com a estréia do filme, entendemos que as intenções foram maiores do que a prática. No fim das contas, o filme é bom, mas não da forma que se esperava. Em primeiro lugar, é bom entender que o título acima não se refere, diretamente, a freira demoníaca do filme. Na verdade, é sobre o filme em si: cheio de gags rápidas para criar um alívio cômico, essa característica parece ser a única que funciona corretamente. O roteiro vai bem até até mais ou menos a metade da longa, quando de repente ele abraça o clichê do jump scare, bem como as artimanhas de edição para dar sustos em quem assiste. Consequentemente, o filme acaba sendo mais engraçado do que assustador. A sorte é que a freira conta com atores de primeira. Demian Bichir que interpreta o padre, é um excelente intérprete e passa muita confiança em cena. Taissa Farmiga faz jus ao legado da família, também se sai bem, enquanto o destaque maior fica com Jonas Bloquet, que serve como o elemento engraçado do filme. Dessa forma, com bons atores em cena, até mesmo o roteiro mais sem graça acaba crescendo. Mas não deixa de ser frustrante. Com um bom elenco desses, A Freira poderia ser o melhor filme do gênero neste ano. É uma pena que se destaque por outros motivos que não o principal, dar medo e susto. Muitos podem gostar mais de A Freira porque no fim das contas, apela aos clichês que nós já conhecemos, inclusive dos filmes "Invocação do Mal". Mas, no caso dos originais a direção de James Wan é precisa, que sabe mascarar os elementos de susto nos pegando de surpresa. Fora que o roteiro é muito bem construído. Aqui, com erros e acertos tudo vai bem até os 20 minutos finais, quando todo o clímax é tão non sense que da pena. O que é realmente é uma pena. A direção de Hardy é simplesmente frouxa. Além do mais, é totalmente previsível: a gente sabea hora que vai tomar um susto. Isso não faz sentido, já que a graça é não saber quando o demônio aparecerá. O roteirista Gary Dauberman erra feio e se perde entre as referências que incluem até uma relíquia com o sangue de Cristo. Enfim, se você vai ao cinema procurando um filme que realmente assuste, este não é tão macabro. Você pode até pular da cadeira em alguns momentos, mas vai ser preciso muito boa vontade para entrar na trama. Por outro lado, o filme é tão bem atuado que vale a pena assusti - lo. É uma diversão leve, até engraçada, mas que em dez minutos se torna esquecível. Em suma: é uma diversão passageira, ao contrário do que deveria ser um terror bem estruturado e marcante. Com atores bons e uma vilã com potencial, isso é o minimo que se esperava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Infernal Thorns: banda chilena de death metal apresenta a arte e primeiro single do álbum "Christus Venari", que será lançado em 12 de setembro de 2025. O material entrega 09 faixas de sangue e terá seu álbum distribuido via Personal Records no formato CD e também digital. A Infernal Thorns foi fundado em 2003 por Andrés Arancibia em Valparaíso, Chile. A banda permaneceu ativa por três anos, ainda que intermitentemente, devido às constantes mudanças de formação. Durante esse período, gravaram dois singles: "Imious Bloodbath" e "The Cross Falls With God". Em 2024, Infernal Thorns entrou no Audiocustom Studio para gravar seu quarto lançamento, o álbum "Christus Venari". Produzido por Seba Puente, "Christus Venari é a mais completa e vil vitrine do enorme poder da Infernal Thorns. Não mais se escondendo, o terceiro álbum completo da banda transmite com ousadia e descaradamente o que vem sendo fermentado há tanto tempo: que a Infernal Thorns é a simbiose quase perfeita entre a melodia do black metal do norte e a ultraviolência do death metal do sul. Em outras palavras, "Christus Venari" soa semelhante à fusão da Necrophobic, em seu auge dos anos 90, com o "Atomic Aggressor" em sua era de retorno; na verdade, Infernal Thorns é tão bom assim, e tem sido assim há anos. Em nove músicas de 39 minutos, o quarteto vomita um estilo de death/black metal com várias vertentes de força sombria e sufocante. Mais uma vez, uma mistura de escolas de metal extremo, onde a crueza encontra um artesanato excepcional em termos de breaks, velocidade, estrutura e ritmo, resultando em um álbum que ressoa com composições cativantes e umpactantes, além de uma execução absolutamente arrasadora. Sem mencionar os solos e leads, que são a personificação do caos controlado... eles vão derreter sua mente! Atenção, porque "Christus Venari" marca a chegada infernal e maldita da Infernal Thorns. Acesse: https://www.personal-records.com/